Como eu consegui uma vaga para estudar na Università degli Studi di Perugia!

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Fazendo graça pelas ruas de Perugia… Adoro uma porta bonita rs.

Bom, como eu consegui vir estudar em Perugia? Na verdade, a resposta para essa pergunta não é uma explicação complexa ou difícil… Basicamente, foi necessário que a universidade que eu cursava a graduação no Brasil tivesse um convênio/acordo com a universidade que eu queria estudar na Itália. Explicando melhor: A UFPel (Universidade Federal de Pelotas) tem um acordo com a Università degli Studi di Perugia. E o que significa ter um acordo? Significa que você pode fazer uma mobilidade acadêmica, ou seja, estudar lá fora o que estuda no Brasil. Por exemplo, se você cursa Agronomia na UFPel, pode ir fazer algumas cadeiras de Agronomia que eles oferecem lá na Universidade da Perugia…

Normalmente as mobilidades acadêmicas têm duração de seis meses ou um ano, dependendo do acordo. É comum que você também não pague por “estudar” lá, pois a maioria das universidades de fora cobram taxa de matrícula por semestre e isso pode incluir um preço por matéria cursada etc.. Alguns programas ou acordos têm bolsas, talvez você não ganhe nenhum tipo de auxílio ou ganhe, tudo depende do contrato que essas duas universidades firmaram. As opções são muitas, pois como disse anteriormente, é algo entre as duas universidades. Além do fato de que cada universidade de fora oferece algo diferente em questões de “amparo” ao estudante estrangeiro. Amparo que eu digo é referente a restaurantes universitários, moradias estudantis etc..

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Perugia é linda, mas fica melhor ainda curtindo um gelato com boas amizades!

O processo em si foi ver quais universidades na Itália tinham o convênio com a UFPel, selecionar a que eu acreditei possuir a “melhor estrutura” com relação à RU (restaurante universitário), dormitório estudantil, assistência médica, escritório específico para cuidar dos assuntos referentes à estudantes internacionais etc., e entrar em contato com a Coordenação de Relações Internacionais da UFPel para eles fazerem a primeira troca de e-mails. Demonstrando assim meu interesse em estudar por seis meses em Perugia e pedindo o que eu precisaria de documentação para entrar com o processo de mobilidade.

Em resumo, preenchi uma ficha de inscrição (que mandaram de lá) bem completa com meus dados, também um “learning agreement” que é tipo meu contrato de estudos; um plano com as matérias que quero cursar, quantos créditos, quais seriam as equivalências quando eu voltar… Ah, e meu histórico acadêmico foi traduzido para inglês para eles analisarem! Não posso mentir e dizer que foi uma suuuper papelada e que demorou horrores para ser feito, não mesmo! Digamos que foi bem prático. O que eu achei difícil foi a demora na troca de e-mails durante todo o processo. Eu quis começar a fazer tudo o quanto antes possível (para prevenir qualquer problemática) e iniciamos as trocas de e-mails em janeiro! O embarque para Itália foi só final de agosto!! Então imagina a ansiedade durante esses meses…

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As ruas lindas do centro histórico, sou apaixonada!

Uma parte importante da ida à Itália foi tirar o visto. Como eu iria permanecer mais de três meses, teria que pedir. Obviamente meu conselho é: o quanto antes melhor! Mas, acredito eu, que tudo gira em torno de receber a carta convite da universidade. Pelo menos para mim foi assim, só após receber a carta convite que eu pude “oficialmente” pedir o visto com justificativa hehe.

No geral acho que é isso, se alguém tiver alguma dúvida pode deixar nos comentários!

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